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Quarta-Feira, 2 de Junho de 2010

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BICICLOWN: À BUSCA DA GARGANTA DO TIGRE
SPIUK APOIA ESTE AUTÊNTICO ESPÍRITO NOMAD SERIES
De noite tenho que queimar as espirais que afugentam mosquitos. E isso é porque estou a mais de 2000 metros de altura. Será que devo subir até aos 4000 ? Não creio que sejam portadores de malária mas aborrecem mais do que um iaque. Mais do que a malária o que mais me preocupa é a Girardia, que é uma bactéria que existe até na água mais transparente e que é, geralmente, transmitida por animais. Devo filtrar toda a água que bebo ou então bebê-la quente, que é como existe em termos nos restaurantes. Os habitantes locais gostam muito da água quente. Não há um que não caminhe com um pequeno termo a que juntam umas ervas, chamando-lhe chá. Eu prefiro café. Em Yunnan há um excelente café, mas como só é bebido pelos turistas atinge um preço muito alto.

Visitei duas cidades impressionantes Dali y Lijiang. Esta última lembrou-me Hoi An (no Vietnam). Cada loja existe numa tenda, mas não há carros nem motos nas ruas, o que torna o passeio agradável.
Existem mais triciclos do que bicicletas normais. Neles transportam mercadorias de manhã, e crianças à tarde. Dá gosto ver a s mulheres pedalar nesses triciclos sem mudanças e com travão de mão. Já há quem lhes tenha adaptado uma bateria para poder avançar sem pedalar. A China é o único país, de momento, em que tenho visto um carro puxado a cavalos e um carro eléctrico ao mesmo tempo à espera da luz verde do semáforo.


Saí de Lijiang com a intenção de chegar à garganta do tigre. Chama-se assim porque dizem que ao fugir de um caçador, um tigre saltou a parte mais estreita desse impressionante desfiladeiro. Foi um salto de 25 metros. É uma mentira que todos adoram contar e que serve para cobrarem 30 yuans à entrada (quase 3 euros).
Talvez por estar a pensar o que fazer para não pagar, perdi-me. Não vi o desvio que deixa a estrada que leva a Shangri-la e que fazia parte da garganta.
Também ajudou a total falta de sinalização em inglês. O certo foi que fiz 100 kms a mais. Mas quando cheguei não vi quase nada. A estrada está cortada por estarem em obras. Não é que proíbam a entrada mas dizem que é muito perigoso. Há alturas em que o precipício está a menos de meio metro, mas acho mais perigosa ainda a maneira de conduzir dos locais. E sobre isso não há avisos.


Carregando com as malas à mão (três viagens), cheguei ao final da garganta. Ali o caminho sobe até 3700 metros. Cheguei a Shangri-la. A mítica cidade que agora a China quer converter em boom turístico. Já lhe mudaram o nome para Zhondiang. Estamos às portas do Tibete. A mim agradam-me os tibetanos, pelo menos têm uma religião, o que dá uma certa orientação a um povo. Ao contrário os chinos não se sabe o que praticam, salvo o comércio. É obvio que a religião católica não pode triunfar neste país.

Paro só para comprar víveres, descansar as pernas e ir à net. Creio que vai ser uma das melhores páginas de viagens e passeios que existem. Não só pelo conteúdo que tento actualizar o mais possível mas pelo formato e facilidade de navegabilidade.

Agora vou explorar Shangri-la e descansar porque no que concerne o pedalar vou ter uma das partes mais duras desta minha volta ao mundo: o Tibete.

Paz e Bem, Álvaro o biciclown


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