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Quinta-Feira, 29 de Abril de 2010

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BICICLOWN: DO PAÍS DO - HELLO E NO - AO LAOS
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Demorei mais um dia do que o previsto para sair do Vietname. O mapa que tinha era tão mau que me perdi na selva de estradas secundárias que fui encontrando. Isso, junto com umas divertidas instruções dadas por um vietnamita, levaram-me a andar um dia para cima e para baixo, movendo-me quase em círculos. O Vietname foi o país onde pernoitei mais tempo na tenda. Quase todos os vietnamitas dominam duas palavras em inglês que ouvi com demasiada frequência: hello y no. Dizem-te hello mais como uma piada que como um cumprimento. E quando pedes um lugar para dormir, dizem-te logo no. Nem escolas, nem esquadras de polícia, nem edifícios do governo, nem mesmo igrejas católicas, nada.
Então acabei por ficar em cemitérios. Ali tinha quase a certeza que os meus vizinhos não me iam dizer nem hello, nem no. Em algumas ocasiões recebia a visita de outros vizinhos (os vivos) que vinham ver se tinha tido medo durante a noite ou ver a minha tenda. Mas sempre com as mãos vazias e contentes por me ver ir embora. Os vietnamitas mais que falar, gritam e mais que olhar, tocam. Em duas ocasiões encontrei o meu conta kilómetros a zero. Deve ser herança de uma altura em que a propriedade privada não era vista com bons olhos.
Com a humidade que se concentra nos campos de arroz, de manhã levantava-me com a tenda ensopada. Tinha que parar ao meio do dia para a voltar a armar para a secar. Trabalho a dobrar.

A fronteira até ao Laos que escolhi segue por uma estrada de montanha entre a neve. Os funcionários vietnamitas cultivaram o mau hábito de te pedir um dólar para te colar o selo de saída no passaporte. Os do Laos fazem o mesmo para te colar o selo de entrada. Um abuso a que os turistas são submetidos. Mas como já sabia desta jogada, preparei-me. Esvaziei a carteira deixando apenas meio dólar. Paguei do lado do Vietname, mas do lado do Laos já não tinha dinheiro na carteira. Mostrei-lhes a carteira mas eles não aceitavam. Então, mostrei-lhes as minhas fotos e aproveitando a sua distracção, recuperei o passaporte que já tinha o selo. Quando me devolveram as fotos, sorri e parti, dizendo obrigado no idioma local.

No Laos não levei nem um dia para constatar algumas diferenças:
As crianças saúdam de verdade e não apenas para gozar
Há menos tráfego e o que existe não usa tanto a buzina
Os locais indicam-te um preço para a comida e aceitam que regateies
Falam mais baixo que os vietnamitas e não te tocam na bicicleta
A luz falta muito e há menos internet mas funciona o facebook
Há mais calor, menos água, e as pessoas são mais pobres
Há menos lugares para comer e as casas são muito mais humildes


Na capital fui alojado por um casal que me conhecia da internet. Ali fico por uns dias. Depois irei procurar um hotel para esperar pelo meu amigo Roberto que deverá chegar dia 15 a Vientianne, a capital de Laos.

Dali rumo ao Norte para entrar na China nos primeiros dias de Maio. Não voltarei ao Vietname, ao contrário do previsto. A incompreensível falta de cooperação da Embaixada de Espanha nesse país dá que falar.

Do Laos, Paz e bem, Álvaro o biciclown


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