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Quinta-Feira, 11 de Fevereiro de 2010

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BICICLOWN: PREFERIU A INCERTEZA INDIVIDUAL À SEGURANÇA SOCIAL
SPIUK APOIA ESTE AUTÊNTICO ESPÍRITO NOMAD SERIES
Ultimamente tenho recebido uns correios electrónicos de pessoas que pensam em partir à aventura nas suas bicicletas. Fazem-me perguntas do mais variado que se possa imaginar; se tenho seguro, se continuo a descontar para a segurança social, se terei direito a reforma, enfim, todas muito práticas. Espero que neste cocktail que agora revelo, encontrem algumas respostas.

Estes dias pedalei com força. Aproveitando todas as horas do dia, até ao pôr-do-sol. Gosto muito dos templos budistas. Em alguns deles, parecia até que estavam à minha espera. Apesar da comunicação verbal ser nula, os meus olhos, as marcas da linha do asfalto como rímel, não deixam lugar para dúvidas das minhas necessidades; um duche e um sítio para descansar. Os monges costumam madrugar para calcorrear as ruas da cidade e trocar rezas por comida. É um trato justo. Os habitantes necessitam de espiritualidade que emanam das suas túnicas cor de açafrão e eles têm que ter algo para encher as túnicas.

Um destes dias acompanhei-os, fotografando essa comunicação entre a religião e a gastronomia. A outros, ainda, esperei ao regressarem da povoação e partilharam comigo a comida. Há de tudo; desde comida até utensílios de higiene pessoal. Alguns já estão no templo desde há muitos anos, outros só chegaram depois de adultos.

Um dos monges, o que melhor fala inglês, explicou-me que antes trabalhava numa ilha da Tailândia (Ko Samui), pilotando uma lancha rápida, transportando turistas. Mas prefere a vida do templo. Mesmo que isso signifique abstinência sexual e comer o que lhe derem de manhã. Antes do galo cantar, já estão levantados. Mesmo que pareça que até o galo é budista. Levantam-se antes de o Sol nascer para fazer as suas rezas com as quais me conseguem despertar. Em mais nenhum lugar da Terra, verás os cães e os gatos em ameno convívio. Não são nada tontos estes bichos. Ao abrigo do templo têm comida assegurada sem esforço. Não lhes faltam árvores para as necessidades fisiológicas e sempre há um ciclista que entra ao entardecer a quem devem ladrar. Alguns cães ladram tão mal, que até parece que não o fazem há anos.

Tenho as costas queimadas do Sol, as pernas duras como o tronco de uma árvore e o coração curtido pela visão de mulheres que desviam o olhar. Prefiro a incerteza individual à segurança social. A aventura começa quando deixas o caminho por outros traçado.

Paz e Bem, Álvaro o Biciclown



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