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Sábado, 31 de Janeiro de 2009

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Equipa SPIUK
DAKAR 2009: JOAN PEDRERO, CONTA-NOS A SUA PRIMEIRA EXPERIÊNCIA
A Spiuk apoiou o motociclista na sua aventura, tendo acabado na vigésima quinta posição
O ano passado não pôde ser. Devido a problemas alheios à organização da prova em terras africanas, os organizadores decidiram, no último momento, cancelar o Paris-Dakar 2008. Naquele momento, as esperanças de Joan Pedrero de participar e competir ao melhor nível na prova mais exigente do género, desvaneceram-se.
Mas este ano, com a mudança da prova para a América do Sul, uma segunda oportunidade bateu à porta de Joan Pedrero. Este é o diário de uma experiência inesquecível:
Chegámos a Buenos Aires e começámos as verificações. Que calvário!! Quando acabámos as verificações fui celebrar o fim de ano com a equipa ? uma grande família ? Celebrámos numa casa espectacular com um jardim incrível?veio, até um grupo musical e dançámos, incluindo tangos, até muito tarde?.mas faltava o melhor: estar ao lado da minha família e amigos. Mas este ano foi o que me tocou, não podia ser!!!

ETAPA 1
A verdade é que comecei um pouco nervoso, como em todas as corridas. Começo a especial e vou andando super bem, é incrível. Mas quando chego ao km 29.7, parti o motor. Estou parado 6 horas, esperando?e penalizam-me com 2 horas mais. Mas penso sempre que do mal se tira sempre algo de bom. A verdade é que enquanto estive parado, tive a sorte de conhecer os que agora considero meus amigos ? as pessoas de 25 de Maio e de Pueblitos. Realmente estava moralmente destroçado e para mim foi vital estar com eles. Deram-me sumo de laranja, deixaram-me ferramentas e um telefone para poder chamar a minha assistência.
Daqui quero agradecer a Alejandro, a El Gaucho, a Sebastian, a Vasro, a Hugo e a todos os que aqui estiveram apoiando-me. Nunca o esquecerei!
Montei o motor e saí de trás dos camiões, mas cheguei na posição 211. Quase nada.

ETAPA 2
Saí com todas as minhas forças para subir, mas tinha um grande handicap ? o pó. Não via nada, mas mesmo assim acabei na posição 108.

ETAPA 3
Fiz uma subida de posições incrível, mas novamente havia muito pó e era bastante perigoso. Acabei na posição 51.

ETAPA 4
Começo a ter confiança na moto e o gosto pelos raids. Acabo na posição 20.

ETAPA 5
Que calvário. Antes de entrar nas dunas, fiquei em oitavo. Entro nas dunas e já sabem que sou um Júnior, porque me perdi 36 minutos. Não imaginam o medo que tive? tinha até vontade de chorar! Subo à duna mais alta e não vejo nada. Estou noutro lugar de um mundo perdido. Vou beber um pouco no meu camelback mas está seco. Quando quero travar, fico sem travão traseiro. Paro a moto e tento concentrar-me, mas é-me impossível. Até que, por fim, vejo passar uma moto. Dirijo-me até ela, a fundo, para tentar sair daquele calvário. Naquele momento lembrei-me de todos os meus. Não imaginam que mal passei. Finalmente acabo na posição 32.

ETAPA 6:
Má sorte! Começo a etapa com dunas que já sabeis que não são o meu melhor? e para variar, perdi-me. Mas acabei na posição 29.

ETAPA 7:
Correu-me bem. Uma etapa de areia mas aguentando muito o motor, já que só tinha um. Tive que diminuir o ritmo, parti a cambota de rolamento e cheguei à justa a Valparaíso. Acabei na posição 21.

DIA DE DESCANSO:
Por fim tinha um dia de descanso e ? num hotel. Os que tiveram pouca sorte foram os meus companheiros Cristóbal e Pepe, já que lhes roubaram as carteiras dentro do hotel. Enquanto foram à polícia eu fui dar uma volta e procurar nos caixotes do lixo, para ver se as tinham colocado lá dentro, mas não vi nada. Dei um passeio pela praia, aproveitei para tirar umas fotos, telefonar à minha família e beber um copo. À noite, fomos jantar a um restaurante italiano que estava à frente do hotel

ETAPA 8:
Disseram-me que era um terreno duro e que não havia muitas rectas: pensei que agora era o momento. Apertei um pouco com a máquina e foi genial. O único contratempo foi que fiquei atrás de um português e perdi tempo. Finalmente passei-o quando me faltavam 50 km. Foi o meu primeiro raid. O meu primeiro Dakar e estou no Top Ten. Realmente, desfrutei ao máximo e estaba contentíssimo. A equipa felicitou-me. Acabei na minha melhor posição: nona.

ETAPA 9:
Que nervos! Saí em número 9. À minha frente estava David Casteu e atrás Ullevalseter. Não sei há quanto anos eles competem mas eu estava entre eles. Entre os melhores oficiais, que medo? Olhei para trás e disse; por favor tem piedade! Saí com ritmo e enganchei no pó de Casteu. Que bem, levava um bom ritmo até entrar num trilho de pedra. Então ouvi um crack. Imediatamente olhei para a corrente e vi que não era. Eram as mudanças, que azar. Fiquei sem mudanças. Só tinha a terceira e a sexta e pensei que para mim tinha acabado a aventura do Dakar. Mas consegui seguir em frente e aguentei como pude. O troço final era de dunas, mas consegui passar graças às minhas pernas e autoconvencendo-me que ia conseguir. Obrigada por me deixares chegar e na posição 41.

ETAPA 10:
Já começou mal o dia. Havia muito nevoeiro e não podíamos sair. Depois de duas horas e meia, finalmente saímos. Perdi-me, havia muita areia e sempre controlando o combustível. Mas fui muito bem. Estava muito contente porque ia na posição 15. O desgosto tive-o ao chegar ao Biback e saber do meu companheiro Cristóbal Guerrero. Todos os dias lhe dizia para ter cuidado, mas teve muito azar e caiu. Fez um golpe na cabeça, não podia ser verdade? No dia seguinte, saí por ele.

ETAPA 11:
Foi anulada a etapa! Mas fizemos uma ligação de 680 km por estrada. Não conseguia parar
Pensar no Cristóbal.

ETAPA 12:
Mais dunas e brancas, a moto não se mexia. Não subia. Mas acabei na posição 24.

ETAPA 13:
A etapa do mundial de Rally. Saí tentando conservar o motor. Na geral, não podia melhorar, esperava conservar o motor. Acabei na posição 22.

ETAPA 14:
Só pensava - Venha o que vier, tens mais a que perder do que a ganhar, é só chegar. Cheguei na posição 25.

ETAPA 15:
Era a última. Havia umas rectas de 15 km. Eu ia a uns 130 km/h no máximo, mas os outros passavam-me a 170-180 km/h. Só pensava - esta é a moto que tenho e tenho que chegar.

FINAL DE ETAPA ? Que ilusão! Ali estavam Paco Ibars ? o meu mecânico ? e David Boser ? o manager da equipa ? e Dani Torres ? o motorista do 4X4. Demos um grande abraço. Agora só faltava a ligação para chegar a Buenos Aires, mas já estava. Já tinha acabado! Fiquei na posição 25.

PODIUM:
Subi ao pódium com Paco, Rafa, Xavi e Guillem. Fizemos uma bandeira para dar ânimo ao meu companheiro Cristóbal. E dizendo-lhe que tinha tido MUITA CORAGEM!

Aproveito para agradecer à minha família, aos meus primos, aos meus amigos, ao pessoal de Canet de Mar, a toda a equipa EPSILON, e em especial a Paco, Guillem e Xavi. Aos meus companheiros, a Cristóbal, a Rafa, a Pepe e a toda a gente que me apoiou e seguiu!
Não me posso esquecer da gente de 25 de Maio e de Pueblitos, de Alejandro, de El Gaucho, de Hugo, de Sebastián e de Vasro.
Obrigado também a Pau, a Josep Pujol, a Dani Grau, a Xavier Lorza, a Dani Balaguer e ao meu fisioterapeuta Ivan.
Muito obrigado a Joan Ignasi de IES, a Pere de TURO DEL SOL, a Aitor de SPIUK, a Anna de XCTING, Fabricio de TCX, a Clement e Ramón de LAMIPISTERIA NOYA-GARCIA, a Anna de MOTO CLUB SEGRE, a Jordi Esteve de RODI, a Pedro e Laura de BEFURIOUS?. E a todos os elementos da imprensa por me tirar fotos!!!
Enfim, OBRIGADA A TODOS OS QUE ME AJUDARAM A CUMPRIR O MEU SONHO! MUITO OBRIGADO!


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